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Quatro décadas após a instalação de uma cruel ditadura no Brasil, Francisco Soriano narra, em A Grande Partida: Anos de Chumbo, a saga vivida com seus companheiros na legalidade, na necessária ilegalidade e clandestinidade.

O resgate histórico, escrito em tom revolucionário, mas também romântico, toca o leitor porque o convida a uma caminhada pela dignificação do ser humano, aguçando a convicção de que sempre é gratificante viver, sonhar e lutar pelo que é justo, sobretudo junto a bons companheiros, ainda que não haja vitórias aparentes.

Com 496 páginas, em sua segunda edição ampliada e atualizada pela Nova Ortografia da Língua Portuguesa, A Grande Partida: Anos de Chumbo nos passa informações preciosas para uma análise mais apurada dos últimos cinquenta anos do Brasil, com destaque para a década de 60. Descreve o endurecimento forçado de um humanista em sua trajetória para libertar uma sociedade submetida ao terrorismo do Estado policial. É também um chamamento à luta, ao evidenciar que quando se equacionou a contradição predominante da ditadura versus democracia, outras passam a explicitar-se: neoliberalismo versus economia solidária, soberania nacional versus dominação norte-americana.

Depois do livro, o autor toma para si uma segunda missão:  reunir  vários  companheiros, sobreviventes  da  ditadura  de  1964, para relembrarem e contarem marcantes episódios da luta, também retratada no vídeo homônimo, com relatos, antes silenciados pelos traumas do regime.

É  uma renovação de esperança pela emancipação do povo e da nossa nação.

O vídeo de 75 minutos é parte integrante do livro A Grande Partida: Anos de Chumbo, prefaciado por Modesto da Silveira, devotado advogado de perseguidos políticos.